Destaques
- Atlas 1.0 é a segunda geração da plataforma de Nature Intelligence da Lemu, moldada por um primeiro ano que alcançou 500.000 hectares sob monitoramento ativo em sete países, 143.000 observações de biodiversidade de quase 7.000 espécies e 92 achados científicos usados no planejamento e na gestão de riscos
- Os novos recursos incluem suporte nativo a dados de áudio, vídeo e imagem (o que permite integrar armadilhas fotográficas e bioacústica a métodos de amostragem estruturada, como o DNA ambiental), uma interface responsiva, os quatro primeiros indicadores do Estado da Natureza alinhados à Nature Positive Initiative e uma melhoria de dez vezes no carregamento de dados geoespaciais
- Atlas Open Nature, uma nova camada de acesso público criada depois que os clientes pediram para divulgar seus dados de conservação, estreia com a Arauco como primeira participante
Frutillar e Santiago, Chile, 22 de abril de 2026: A Lemu, empresa latino-americana de tecnologia para a natureza responsável pelo primeiro satélite de biodiversidade do mundo, anunciou hoje o lançamento do Atlas 1.0, a segunda geração de sua plataforma de Nature Intelligence. O anúncio foi feito no Dia da Terra, diante de mais de 100 participantes do setor privado, de ONGs, da academia e de instituições públicas, em Santiago, Chile.
O Atlas 1.0 chega depois de um primeiro ano em que Atlas passou de zero a 500.000 hectares sob monitoramento ativo em sete países. A nova versão tomou forma a partir de mais de 50 sessões de feedback com clientes, 80 requisitos priorizados e 40 pesquisas de satisfação de usuários coletadas durante o ciclo do Atlas 0.1.
Do piloto à espinha dorsal operacional
A Codelco, a maior produtora de cobre do mundo, adotou o Atlas como espinha dorsal de sua Estratégia de Natureza e Biodiversidade 2026 e tornou-se a primeira cliente operacional do Lemu Nge, o satélite hiperespectral da Lemu. O monitoramento hiperespectral da Divisão El Teniente foi realizado com três semanas entre as capturas, o que demonstra que o Lemu Nge pode entregar séries temporais operacionais para a mineração.
“Até existirem ferramentas como a Lemu, entender o que temos era muito mais complexo e menos eficiente. Hoje podemos monitorar os 5.000 hectares das Roblerías, os 23.000 hectares de El Teniente e, com o tempo, os 2,9 milhões de hectares de terras da Codelco no Chile”, disse María José Ruiz-Esquide, diretora de Mudanças Climáticas e Descarbonização na Codelco.
O que o Atlas 1.0 mantém e o que acrescenta
O Atlas 0.1 foi lançado em 25 de janeiro de 2025. No primeiro ano, foi usado por 187 usuários de mais de 25 organizações dos setores florestal, de mineração, de energia, de agricultura, de serviços financeiros e de serviços profissionais. Os hectares monitorados têm um LemuRank médio de 64% (o indicador de prioridade de conservação da Lemu) e somam mais de 35 milhões de toneladas de estoque de carbono. Ao longo do ano, o Atlas produziu 92 achados científicos a partir de 143.000 observações de biodiversidade de quase 7.000 espécies, 51% delas na Lista Vermelha da IUCN.
O Atlas 1.0 mantém o que os clientes valorizaram: uma fonte única de verdade para os dados da natureza, independentemente de origem ou formato; indicadores com até quatro décadas de histórico; rastreabilidade científica de ponta a ponta; e achados narrativos, não tabelas brutas. Acrescenta uma interface responsiva que funciona em campo, o tratamento nativo de dados de áudio, vídeo e imagem (que permite integrar armadilhas fotográficas e gravações bioacústicas a métodos de amostragem estruturada, como o DNA ambiental) e uma melhoria de dez vezes na velocidade de carregamento. Hoje a plataforma oferece 23 indicadores-chave em oito dimensões (Água, Biodiversidade, Carbono, Clima, Fogo, Vegetação, Riscos e Monitoramento), e a expectativa é de mais de 30 no curto prazo. Os quatro primeiros indicadores do Estado da Natureza, entre eles o risco de extinção de espécies e a integridade da paisagem, estão alinhados ao marco da Nature Positive Initiative.
“Chamamos a primeira versão de Atlas 0.1 porque sabíamos que a primeira geração seria uma experiência de aprendizado. Um ano de uso real nos mostrou o que manter, o que corrigir e o que faltava. O Atlas 1.0 é o que nossos clientes nos pediram para construir”, disse Leo Prieto, fundador e CEO da Lemu.
Atlas Open Nature: quando os clientes pediram para tornar seus dados públicos
O Atlas foi criado originalmente para uso interno dos clientes. Quando os clientes, a começar pela Arauco, pediram para tornar públicos seus dados de conservação, a Lemu redesenhou a arquitetura da plataforma para um acesso modular, seguro e voltado a vários públicos. O resultado é o Atlas Open Nature: os clientes escolhem quais projetos e conjuntos de dados publicar, com acesso opcional para download. A interface pública é funcionalmente muito próxima da interface dos clientes; a diferença é quem decidiu tornar os dados visíveis.
“Como conectar o registro de uma armadilha fotográfica com a bioacústica e com o DNA ambiental? É aí que o Atlas entra para nós. Ele nos permite pegar nossas áreas de conservação de alto valor, centralizar os dados, manter o histórico e, finalmente, divulgá-los”, disse Guillermo Olmedo, gerente de Valor Ambiental e Social na Arauco.
A Arauco, a maior operadora florestal madeireira da América Latina, tem 91.859 hectares de alto valor de conservação ativos no Atlas, distribuídos em 20 zonas, e é a primeira cliente a publicar dados por meio do Open Nature.
Preparado para o Spacetime
O Atlas 1.0 está preparado para o Spacetime. O Spacetime é o protocolo de dados 4D próprio da Lemu, que organiza as observações da natureza no espaço e no tempo como um único sistema de coordenadas. A migração das camadas de dados existentes para o Spacetime está em andamento, e todo indicador novo, a partir desta versão, é nativo do Spacetime, o que assegura coerência, interoperabilidade e a integridade científica necessária para sustentar um monitoramento de longo prazo auditável.
“Essa lacuna entre o relato de sustentabilidade e as decisões operacionais do negócio é o motivo pelo qual construímos nossa aliança com a Lemu: levar essa plataforma, e toda a sabedoria que a Lemu acumulou, aos nossos clientes. O Atlas nos permite olhar para coisas que muitos deles nunca tinham visto, e usar esses dados de forma inteligente”, disse Pamela Méndez, sócia e líder de Sustentabilidade na EY Chile.
A EY Chile usa o Atlas em três casos setoriais em operação (agricultura, energia e mineração), alinhados à TNFD, à CSRD e às IFRS S1/S2.
Casos de uso do Dia da Terra
Três clientes corporativos apresentaram seus casos de uso do Atlas no evento em Santiago:
- Arauco (Chile, Argentina e Brasil): A Arauco monitora 91.859 hectares de alto valor de conservação em quatro países, integrando armadilhas fotográficas, DNA ambiental, bioacústica e imagens de satélite, e se torna a primeira cliente a divulgar dados por meio do Atlas Open Nature.
- EY Chile: A EY Chile implanta o Atlas em três casos setoriais (locais de agricultura, energia e mineração) para fechar a lacuna entre o relato de sustentabilidade e as decisões operacionais, alinhados à TNFD, à CSRD e às IFRS S1/S2.
- Codelco: A Codelco adota o Atlas como espinha dorsal de sua Estratégia de Natureza e Biodiversidade e se torna a primeira cliente operacional do Lemu Nge, com monitoramento hiperespectral em intervalos de três semanas.
Fechando a lacuna de dados da natureza
O Atlas 1.0 avança a missão da Lemu de monitorar e ajudar a financiar a conservação de 1% da superfície terrestre do planeta até 2033. O Atlas 0.1 provou o modelo com clientes âncora. O Atlas 1.0 é a versão criada para escalá-lo: em diferentes geografias, em diferentes setores e, por meio do Open Nature, até o público.
Sobre a Lemu
A Lemu é uma empresa que torna a natureza visível em cada decisão. Por meio de sua plataforma de Nature Intelligence, o Atlas, e de seu satélite hiperespectral Lemu Nge, a Lemu transforma dados ambientais complexos em informações claras e acionáveis. Ao combinar IA, dados de satélite e ciência ecológica, a Lemu leva a Nature Intelligence à Business Intelligence e ajuda empresas, governos e comunidades a entender, proteger e regenerar os sistemas vivos dos quais todos dependemos.
Para mais informações, acesse https://le.mu
Contato de imprensa: hi@le.mu