SHARM EL-SHEIKH, Egito (15 de novembro de 2022): Na COP 27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2022, a Lemu, criadora de uma plataforma online que reúne pessoas para defender o planeta, apresentará a estratégia da organização para destinar até US$ 3 bilhões, até 2033, à proteção de 130 milhões de hectares, ou 1% da superfície terrestre do planeta. O fundador e CEO da Lemu, Leo Prieto, falará na COP 27 e apresentará a estratégia da startup para financiar a conservação por meio do aplicativo.
“A natureza já tem as melhores soluções para reverter a crise ambiental, e com o conhecimento científico e as ferramentas tecnológicas que temos hoje, podemos ajudar a impulsionar essas soluções baseadas na natureza diante de uma crise que nós mesmos criamos”, disse Prieto. “Durante séculos, guardiões de ecossistemas do mundo inteiro garantiram que a natureza oferecesse esses serviços vitais, mas têm dificuldade para obter recursos para seu trabalho essencial e não contaram com ferramentas para medir os resultados de suas ações. Enquanto isso, cada vez mais pessoas querem fazer algo diante da crise climática e de biodiversidade, mas não sabem quais ações alcançam o impacto necessário. A Lemu fecha essa lacuna: permite que usuários individuais e institucionais adotem e protejam partes da nossa biosfera por meio dessas organizações, e oferece as ferramentas e a metodologia para monitorar o investimento ambiental. Como nunca antes, podemos nos unir como uma comunidade global online para investir em nosso planeta e protegê-lo, em uma escala que permite à Lemu assumir um compromisso tão ambicioso quanto financiar a proteção de 1% da Terra na próxima década.”
O processo da Lemu começa com a seleção de organizações de conservação do mundo todo, de grandes ONGs internacionais a pequenas comunidades locais, e com o trabalho junto a elas, apoiando-as no uso de metodologias de conservação verificáveis e baseadas em evidências para seus projetos. Essas áreas protegidas selecionadas ficam disponíveis no aplicativo móvel da Lemu para que qualquer pessoa possa explorar esses ecossistemas, conhecer seus programas de conservação e restauração, incluindo os resultados esperados e os métodos de monitoramento, e usar essas informações para adotar uma célula individual e acompanhar o impacto progressivo desses esforços. A Lemu foi lançada neste mês para os primeiros usuários no iOS e no Android e se tornará uma plataforma aberta no início de 2023.
A iniciativa da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas se comprometeu a reunir os recursos necessários para designar 30% das terras e dos oceanos do planeta como áreas protegidas até 2030. Com o aplicativo da startup para criar uma comunidade online de conservacionistas, a Lemu espera financiar a proteção de 1% das terras do planeta, ou 130 milhões de hectares, o que a tornaria responsável por uma parte importante do compromisso global para 2030.
A experiência anterior da equipe fundadora na criação de comunidades online massivas permite projetar que, ao longo desta década, ela canalizará até US$ 3 bilhões em recursos para organizações de conservação do mundo todo. Embora seja um valor considerável, ainda é uma fração dos recursos necessários a cada ano para sustentar programas de conservação eficazes, estimados entre US$ 722 e US$ 967 bilhões no mundo (Deutz et al, 2020). Isso reforça a urgência de usar o capital da forma mais eficiente, para que cada dólar investido em conservação tenha o maior impacto possível, algo que só se alcança com metodologias baseadas em evidências.
No ano passado, na COP 26 em Glasgow, a Lemu se apresentou ao mundo no painel Futures Lab, no Action Hub da Zona Azul. Ali começou sua rede global de colaboradores, que hoje inclui mais de 80 organizações de conservação em 15 países e representa mais de 2 milhões de hectares de áreas protegidas. No mesmo local, a startup anunciou o Lemu Nge (“Olho da Floresta” na língua mapuche), seu próprio satélite hiperespectral dedicado à observação da Terra, que está em desenvolvimento há 4 anos e será lançado pela SpaceX em 2023.
A Lemu reúne informações de múltiplas fontes de dados para criar um banco de dados abrangente da biosfera da Terra. A Lemu agrega dados de satélites, imagens hiperespectrais e LiDAR, amostras de DNA ambiental, bioacústica, armadilhas fotográficas, dados abertos auditáveis, literatura científica, pesquisa pública e a inteligência coletiva de todos nós, que temos um telefone nas mãos, para medir a mudança ambiental. Ao consolidar esses dados, a Lemu oferece um recurso compartilhado para pessoas, comunidades, grupos de defesa e organizações sem fins lucrativos. Também oferece uma plataforma comum para compartilhar informações e conhecimento para enfrentar a crise ambiental e apoiar iniciativas de conservação.
Sobre a Lemu
Fundada por Leo Prieto, pioneiro da Internet na América do Sul, a Lemu se dedica a usar a tecnologia para aproveitar a inteligência coletiva e melhorar a vida de todos os habitantes da Mãe Terra. A Lemu convida os usuários a aprender, explorar e investir na natureza, conservando a biodiversidade, reduzindo emissões e incentivando a participação em iniciativas de conservação. A meta da Lemu é ser responsável por financiar a proteção de 1% do planeta Terra nos próximos 10 anos.
Para mais informações ou para entrar na rede da Lemu, acesse le.mu