FRUTILLAR, CHILE / NOVA YORK, EUA, 12 de junho de 2025: a Lemu, empresa de Nature Tech de referência na América Latina, divulgou os primeiros resultados validados de sua missão orbital de biodiversidade, o Lemu Nge. Essas primeiras imagens hiperespectrais, captadas em diferentes continentes, confirmam um marco científico global: o Lemu Nge já entrega, a partir do espaço, dados de biodiversidade com qualidade de pesquisa, com uma combinação inédita de resolução espacial e espectral, pensada para o monitoramento da biodiversidade.
Destaques
- Primeira validação de prova de conceito do Lemu Nge, um satélite hiperespectral focado em biodiversidade.
- Dados calibrados com qualidade de pesquisa, com mais de 99,5% de pixels válidos e sem anomalias.
- Um passo à frente para fechar a lacuna de dados sobre a natureza, com monitoramento de alta resolução e não invasivo.
Lançado em 2024 e liderado a partir da Patagônia chilena, o Lemu Nge é a primeira missão de satélite do mundo concebida explicitamente para monitorar a biodiversidade. As cenas hiperespectrais divulgadas hoje foram todas captadas em abril de 2025 e incluem:
- O rio Biobío, Biobío, Chile: encontrar o equilíbrio entre a silvicultura sustentável e a proteção de duas das árvores nativas mais ameaçadas do Chile.
- Caquena, Parinacota, Chile: identificar zonas úmidas andinas críticas, de difícil acesso por terra, em um ecossistema alto, seco e extremamente sensível ao clima.
- O rio Krishna, Telangana, Índia: mapear a saúde da vegetação em uma das regiões mais intensamente cultivadas e poluídas do sul da Ásia.
- O rio Suwannee, Geórgia, EUA: detectar contrastes ecológicos em uma das bacias hidrográficas mais ricas e ameaçadas da América do Norte.
Capturadas em 32 bandas hiperespectrais (420–900 nm), essas observações enriquecerão o Atlas, plataforma de Nature Intelligence da Lemu. Com resolução até 20 vezes maior que a dos sistemas de satélite tradicionais, o Lemu Nge (“Olho da Floresta” em mapudungun) permite monitorar melhor os riscos e as oportunidades relacionados à natureza. Essas novas camadas de dados reforçarão indicadores do Atlas como LemuRank (priorização espacial da conservação) e Biorarity (riqueza de espécies ponderada pela raridade). O Atlas já é usado por organizações como o Banco Central do Chile, a Codelco e a Conexión Kimal Lo Aguirre, a linha de transmissão mais longa e potente da América Latina.
“Essas imagens são muito mais do que fotos deslumbrantes. São sinais que não conseguíamos ver, até agora”, disse Leo Prieto, CEO e fundador da Lemu. “Hoje temos a resolução espacial, espectral e temporal para detectar a diversidade biológica e a complexidade dos ecossistemas a partir do espaço: de forma contínua, global e eficiente. É um salto na nossa capacidade de entender e proteger a natureza e, de quebra, prova que equipes pequenas, distribuídas e colaborativas podem liderar, com soluções pioneiras, a resposta aos maiores desafios do mundo.”




Validação científica de uma missão global
Concebido originalmente como uma missão de P&D, o Lemu Nge foi construído para testar sensores hiperespectrais compactos capazes de detectar sinais de biodiversidade a partir do espaço. Com esta divulgação, a missão alcançou a validação da prova de conceito e gera dados com qualidade de pesquisa, prontos para apoiar a ciência ecológica e as políticas públicas.
Os resultados atuais estão calibrados no Nível 1 (radiância no topo da atmosfera). A correção atmosférica de Nível 2 está prevista para ainda este ano e permitirá obter a refletância de superfície e uma modelagem ecológica mais profunda. Mesmo nesta etapa, os dados permitem calcular índices de diversidade espectral, uma variável indireta (proxy) fundamental da complexidade ecológica.
“Esses resultados nos aproximam de entender o estado dos ecossistemas e como eles estão mudando”, disse Francisco Galdames, cientista de dados sênior da Lemu. “Ainda não identificamos espécies individuais; esse é o nosso próximo objetivo. Mas detectamos assinaturas espectrais que refletem a heterogeneidade ecológica, fundamentais para modelar a saúde e a variação dos ecossistemas. Ter dados dessa qualidade agora é vital. Isso nos permite começar a documentar a mudança, aumentar a conscientização e embasar decisões que ajudem a reverter a crise ambiental.”
“Cada imagem representa um esforço de precisão de uma equipe global”, acrescentou Franco Magni, cientista de sensoriamento remoto da Lemu. “Do projeto orbital à calibração, foi uma colaboração complexa. O Lemu Nge é um marco da ciência da biodiversidade a partir do espaço, liderado a partir do Chile e viabilizado por parceiros e pessoas excepcionais.”
Da lacuna de dados sobre a natureza à Nature Intelligence
A biodiversidade é essencial para toda economia, mas continua em grande parte invisível para as decisões. Até agora, o monitoramento não tinha a resolução, a consistência e a escala necessárias para tornar a natureza mensurável. O Lemu Nge muda isso.
Ao contrário das missões de observação da Terra de uso geral, o Lemu Nge foi concebido com um propósito específico: fechar a lacuna de dados sobre a natureza. Seus dados são especialmente adequados ao monitoramento ecológico e alimentam aplicações na ciência, na regulação e em operações positivas para a natureza.
As cenas hiperespectrais divulgadas hoje foram apresentadas no Earth Observation (EO) Summit 2025 (Cúpula de Observação da Terra), em que a Lemu foi a única missão focada em biodiversidade convidada a apresentar. Dividindo o palco com líderes globais do setor aeroespacial e das políticas ambientais, o Lemu Nge se destacou pelo foco na natureza, pela liderança latino-americana e pela prova operacional.
Esse marco é o mais recente de uma série de primeiras conquistas desde que o Lemu Nge foi lançado em órbita em 16 de agosto de 2024. Apenas quatro dias depois, a missão captou a primeira luz, com uma aquisição impecável. Em 12 dias, a primeira imagem RGB foi processada. Até o fim de 2024, a equipe havia produzido a primeira imagem hiperespectral com calibração geométrica e radiométrica preliminar. Com essa conquista mais recente, a Lemu segue com sua campanha para tornar a biodiversidade visível, mensurável e acionável em grande escala.
Sobre a Lemu
A Lemu é a empresa de Nature Tech de referência na América Latina e torna a natureza visível em cada decisão. Lançamos o Lemu Nge, o primeiro satélite hiperespectral do mundo focado em biodiversidade, e o Atlas, nossa plataforma de Nature Intelligence que transforma dados ambientais complexos em informações claras e acionáveis. Com nosso protocolo proprietário Spacetime de dados de natureza em 4D e os modelos de IA Gaia, o Atlas ajuda empresas, governos e comunidades a entender seu impacto e sua dependência da natureza. Ao combinar IA, dados de satélite e ciência ecológica, levamos a Nature Intelligence para a Business Intelligence, ajudando a proteger os sistemas vivos dos quais todos dependemos.
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