FRUTILLAR, Chile (16 de agosto de 2024): A Lemu, startup chilena pioneira em tecnologia para potencializar as soluções baseadas na natureza, anunciou hoje que o satélite Lemu Nge foi lançado com sucesso pela SpaceX em 16 de agosto de 2024, da Base da Força Espacial Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.
Destaques
- A Lemu se tornou a primeira empresa chilena a colocar um satélite em órbita, com o lançamento do Lemu Nge, o primeiro satélite do mundo dedicado à biodiversidade.
- A câmera hiperespectral do nanossatélite 6U aumenta em mais de 20 vezes a resolução do monitoramento da biodiversidade.
- As primeiras missões vão se concentrar no Chile e no Hemisfério Sul, para abordar uma das maiores lacunas de dados de biodiversidade do mundo.
“As imagens de satélite são a forma mais eficiente de monitorar os 51 bilhões de hectares do nosso planeta, mas pouquíssimos satélites são projetados para capturar a biodiversidade”, disse Leo Prieto, fundador e CEO da Lemu. “Depois de seis anos de trabalho, estamos felizes por ter colocado o Lemu Nge em órbita. Sua configuração hiperespectral singular aumenta em mais de 20 vezes a resolução dos dados de biodiversidade e ajuda a fechar a lacuna global de dados sobre a natureza.”
Este marco é a primeira vez que uma empresa chilena coloca um satélite em órbita, e a primeira vez no mundo que um satélite é dedicado exclusivamente ao monitoramento da biodiversidade.
Missão e capacidades
Lemu Nge significa “Olho da Floresta” em mapudungun. Sua carga útil principal é uma câmera hiperespectral de alta definição, otimizada para observar os ecossistemas com um nível de detalhe inédito e acompanhar sua composição, sua dinâmica e suas mudanças ao longo do tempo.
- Tamanho: nanossatélite 6U (30 x 20 x 10 cm; do tamanho de uma caixa de sapatos).
- Sensor: câmera hiperespectral que captura 32 bandas entre 450–900 nm.
- Resolução: distância de amostragem no solo de 4,75 m a partir de 500 km de altitude.
- Órbita: heliossíncrona (SSO), 14 órbitas diárias, uma a cada 96,5 minutos.
- Propulsão: sistema avançado de íons de metal líquido (FEEP) com propelentes não tóxicos, que permite manobrar em órbita e desorbitar o satélite com segurança, sem gerar lixo espacial.

Áreas de foco iniciais
Após a fase de lançamento e operações iniciais (LEOP, na sigla em inglês), o Lemu Nge dará prioridade ao Chile e ao restante do Hemisfério Sul, onde os dados de biodiversidade ainda são escassos. Entre os primeiros alvos de observação estão:
- A caracterização das zonas úmidas andinas classificadas como sítios Ramsar.
- O monitoramento das florestas costeiras de macroalgas.
- A classificação das mudanças no uso da terra.
- A identificação de espécies-chave de árvores e plantas.
- A detecção de espécies invasoras.
Os dados da missão vão embasar ações de conservação eficazes e apoiar a gestão sustentável dos recursos naturais. Com o tempo, a missão será ampliada para o Sul Global e, por fim, para todo o planeta.
Uma colaboração global
A missão é fruto de mais de seis anos de colaboração internacional entre especialistas em ciências da Terra, engenharia aeroespacial e tecnologia da informação. Lemu Nge foi projetado pela Lemu no Chile e montado pela NanoAvionics na Lituânia, com componentes-chave da Simera Sense (África do Sul) e da Enpulsion (Áustria), e lançado pela SpaceX nos Estados Unidos.
A missão mais ampla da Lemu
Além da tecnologia de satélites, a Lemu avança em sua missão por meio do Atlas, sua plataforma de Nature Intelligence. O Atlas transforma dados ecológicos e de satélite complexos em informações acionáveis para empresas, governos e instituições financeiras. A Lemu também opera uma rede de mais de 70 projetos verificados de conservação e restauração em cinco continentes, rumo à sua meta de financiar a proteção de 1% da superfície terrestre do planeta até 2033.
Sobre a Lemu
A Lemu, por meio de sua plataforma Atlas, usa tecnologia avançada para tornar a natureza visível na cadeia de valor de todas as organizações e oferece soluções baseadas na natureza para uma gestão em equilíbrio com o planeta. Ela permite monitorar e verificar indicadores territoriais, realizar ações de conservação e restauração de ecossistemas, proteger a biodiversidade e ajudar a reverter a crise ambiental. A Lemu busca financiar a conservação de 1% da superfície terrestre do planeta até 2033.
Para mais informações, acesse https://le.mu